BATEU A CABEÇA, DEU CRÔNICA!

R$37,98

Autor(a): Dapaz Sousa
Saiba mais sobre o(a) autor(a): uiclap.bio/mariadapaz

Prazo de produção: até 7 dias úteis
REF: ut45812 Categoria Tags: , , ,

Sinopse

Para ler no balançar da rede
Por Chagas Botelho. Escritor

As crônicas da professora Maria da Paz são um convite para um momento de deleite. Daqueles de se armar uma rede na varanda, numa bela manhã de domingo, aconchegar-se bem no fundo dela e começar a desfrutar dos vários eventos narrados. Sua abordagem traz ora passagens rurais, ora urbanas. Mais que isso, há também narrativas que permitem um riso aqui e outro acolá. Todas escritas sob medida e com um grau elevado de exímia observadora do cotidiano.
Em “Amanhecer na Vila”, por exemplo, inclusive é o texto de abertura do livro, a autora lança seu olhar perscrutador sobre o despertar de uma pacata localidade interiorana. Ao presenciar os primeiros movimentos, logo é preenchida por uma sensação indescritível de calmaria que provoca prazer e preguiça. Isso um pouco antes de arrematar em consonância com o telurismo e a gratidão: “como é bom o renascer de cada dia na cidade do interior”. Portanto, aqui, é o ponto de partida de suas idiossincrasias regionais.
Ao avançar, sempre com um pé na parede impulsionan-do o balançar da rede, lê-se Maria da Paz cantar com desenvoltura a imensa paisagem que lhe circunda e que de imediato ganha prestígio em sua prosa. Poderia até acrescentar que é sua verdadeira matéria-prima ou o seu mais precioso capital: “estava na tranquilidade do meu refúgio de final de semana. Um sítio onde criamos nossos bichinhos e procuramos desacelerar um pouco a correria do dia a dia”. O trecho citado está contido em “As vacas”, que induz, de certo modo, imbricamento entre o bucólico e o humor.
Por falar em cômico, é impossível não perceber a presença deste recurso em alguns textos, digo, em algumas situações inusitadas, tais como: “Conversa de Pescador”, “Sou Seu Marido”, “De Médico e Louco” e outros que levam o leitor, que ainda está lá no vai e vem do balançar da rede, corroborar com o filósofo Terry Eagleton, quando este diz: “o humor faz pelos adultos o que a brincadeira faz pelas crianças”. De fato, senhores e senhoras, ao entrar em contato com as narrativas de Maria da Paz, por vezes, nos sentimos peraltas risonhos.
O livro desta educadora da cidade de Regeneração nos leva ao encantamento de uma prosa madura e cheia de louvação ao seu quintal, à sua gente, à cordialidade provinciana, às tradições e às memórias indeléveis. Deve ser a herança da poesia, já que é uma poetisa nata. Tudo está misturado nas graciosas páginas que merecem a devida atenção daqueles que amam o seu cantinho especial no mundo. Não resta dúvida que esse material irá engrandecer ainda mais o acervo literário do Piauí. Agora, só resta saber se a rede realmente foi armada, se sim, então, vamos lá, tibungue e boa leitura.

Informações adicionais

Peso 0,14118786 kg
Dimensões 13,9 × 20,9 × 0,62 cm
Nº Páginas

104

Capa

Brilho, COM orelha

Data da Publicação

06/12/2023

Impressão

Preto e Branco (Papel Avena / Pólen)

Tamanho

Editora

Autor(a)

Faixa Etária Recomendada

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