FÔLEGO

R$40,10

Autor(a): Holean Costa
Saiba mais sobre o(a) autor(a): uiclap.bio/holeancosta

Prazo de produção: até 7 dias úteis
REF: ut42761 Categoria Tags: , , ,

Sinopse

Prefaciar uma obra é dar aos outros a impressão colhida na leitura e releitura dessa obra. Pode também ser uma ligeira consideração sobre fatos que unem os dois: autor e prefaciador. Aqui farei os dois tipos!
Aristóteles considerava que a poesia é, dentre as artes, aquela que se achava mais perto do filosofar. Talvez esteja acima da filosofia, pois diz verdades perenes, denuncia erros mortais, ri-se dos defeitos mordazes sem querer ser pedante e ao alcance das gentes mesmo as mais simples.
Holean, senhor de uma vasta cultura, médico, músico, marido, filho, filósofo, pai, poeta, com seu olhar agudo como dum carcará a adejar no ar, parado, zingando, espreitando, olha para a vida e lhe colhe dos espinhos a flor, vermelha, negra, violeta, dizendo em palavras simples verdades que tingem o coração de uma cor lúgubre, mas leda.
Conheci o homem numa celebração de fantasia, um Purim; mas já o conhecera virtualmente num curso sobre história e fé judaicas. Uniram-se nossas almas como velhos amigos de infância. Uniram-se depois nossas almas na Fraternidade da Arte Real, quanto mais andamos parecem unirem-se ainda mais nossas almas. Segundo Aristóteles, isso é amizade. Tenho a subida honra de ser amigo de um grande homem, marido zeloso, pai afetuoso, filho modelar, amigo valoroso.
Os poemas desta antologia são realmente flores colhidas no oásis da alma, são tristes porque a vida «é luta renhida: viver é lutar»; mas a tristeza deles não é doentia, é fagueira. Um sertanejo os lerá com lágrimas correndo-lhe dos olhos; um litorâneo os lerá já sem lágrimas, mas não sem comoção.
As poesias aqui constantes são recortes líricos que apresentam à sensibilidade gotas de sentimento, pintadas de dor, de cor, de flor, de amor.
O acadêmico não suprime em sua sisudez o poeta em sua meiguice. Mas ao rigor se lhe ajunta a razão temperada pelo lirismo musical, cantante, delirante, apaixonante…
O médico dos corpos torna-se também o médico das almas ao dar-lhes remédio a uma dor, que nenhuma medicina teria competência de sanar, àquela «dor que desatina sem doer», curar as lágrimas do vaqueiro no calor escaldante do estio, curar o coração apaixonado do namorado, curar a saudade do partido… nenhum fármaco é mais eficaz do que a poesia para curar essa dor que «dói e não se sente».
Cada página deste livro é uma prescrição; deve ser lida e seguida a dosagem homeopaticamente dosada para curar o sentimento.
É poesia de amor, de dor, de fé, de saudade, de lembrança, de amizade, de pilhéria, de galhofa, de fidelidade, de confissão.
A poesia é o fazer lírico, a lírica é inatamente musical e a música é a droga que acalma, feras, homens e deuses!
Possam os versos daqui serem remédio e medicina que, se lhe não curarem a alma, enlevem-na ao estado de anestesia da apatia e desenlace dum olhar suave sobre coisas cotidianas e corriqueiras que não são miúdas nem privas de importância, mas são as que realmente importam.

Maceió, 19 de janeiro de 2023

Hudson Canuto∴
Professor do IFAL, escritor e tradutor;
Mestre em História da Filosofia Moderna e Contemporânea (UFS);
Esp. em Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Estrangeira (FACINTER);
Graduado em Letras/Espanhol (UFAL);
Graduado em Filosofia (Ateneo Pontificio Regina Apostolarum – Roma).

Informações adicionais

Peso 0,11466 kg
Dimensões 14 × 21 × 0,5 cm
Nº Páginas

80

Capa

Fosco, COM orelha

Data da Publicação

23/10/2023

Impressão

Preto e Branco (Papel Avena / Pólen)

Tamanho

Editora

Autor(a)

Faixa Etária Recomendada

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