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Lembranças do Silêncio

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R$24,60

REF: ut2529 Categoria

Sinopse

Lembranças do Silêncio é um monólogo baseado na vida do compositor alemão Ludwig van Beethoven. Em 2020, são celebrados os 250 anos de nascimento do músico, responsável por mais de 200 obras, entre sinfonias, quartetos de cordas e peças de câmara.
Nasceu em Bonn a 16 de dezembro de 1770, no Reino da Prússia, cumprindo este ano em dezembro 250 anos do seu nascimento. Foi um músico genial que fez a transição entre o Classicismo do século XVIII e o Romantismo do século XIX. Foi um dos autores fundamentais da música ocidental pela sua linguagem e conteúdo, o mais respeitado e influente de todos os tempos.

A sua popularidade é imensa, mesmo para os que não são especialistas. Nenhuma pessoa de cultura média conhece algumas das suas sinfonias, sendo a mais célebre a Nona, com o cântico “Ode à alegria,” servindo-se de um poema de Schiller: “Alegria bebem todos os seres, no seio da natureza, Todos os bons, todos os maus, seguem seu rastro de rosas. Deu força para viver os mais humildes, e ao querubim que se ergue perante Deus”.

“O resumo da obra de Beethoven é a liberdade.” O poeta Goethe, do qual era amigo, escreveu: “Era uma criatura completamente indomável”. Foi um poeta músico, a partir dele a música nunca mais foi a mesma. Foi o primeiro romântico apaixonado pelo lirismo dramático e liberdade de expressão. Procurou sempre a liberdade e independência, dignidade para a pessoa humana, amor pela humanidade. Era espiritualmente formado no iluminismo após a Revolução francesa, aderiu aos ideais e leis revolucionárias de fraternidade e igualdade entre aos homens. Foi um dos primeiros artistas a evitar as relações de subordinação que os ligavam à aristocracia. Enquanto Haidn e Mozart eram subvencionados pelas famílias aristocráticas, Beethoven vivia do próprio trabalho que apresentava aos editores, exigindo-lhes um justo preço.

A mãe de Beethoven, Maria Magdalena era filha do chefe de cozinha do príncipe da Renânia, casou-se duas vezes, devido à morte do primeiro marido, sendo o segundo de origem flamenga Johan van Beethoven (horta de batatas), deste matrimónio nasceram sete filhos, tendo cinco morrido na infância. Ludwig não teve estudos aprofundados, mas um talento excecional para a música. Com oito anos foi confiado ao melhor mestre do coro de Colónia, o mestre afirmou que o seu discípulo aos dez anos dominava todo o repertório de Johan Sebastian Bach e apresentava-o como um novo Mozart. Compôs as primeiras peças musicais aos 11 anos, em pouco tempo era organista da Capela Eleitoral e violoncelista na orquestra da corte. Devido à doença de seu pai alcoólico assumiu a chefia da família. Teve a sorte de conhecer o Conde Waldstein que se tornou seu amigo e dedicou-lhe algumas obras. O Conde enviou-o para Viena para estudar com Joseph Haidn, tendo o arquiduque Maximiliano II subsidiado os estudos. Devido à morte da mãe regressou a casa, lutando com dificuldades financeiras. Retornou a Viena para cursar literatura, tornou-se amigo de F. Schiller e de J. W. Goethe, com grande influência na Alemanha. Com 21 anos retorna a Viena até ao fim da sua vida, onde começou a publicar as suas obras, sonatas para piano. Começou a sentir os primeiros sintomas da surdez que o vai acompanhar durante o resto da sua vida, levando-o a afastar-se das pessoas e a cair em diversas depressões que o levaram a pensar no suicídio, por fim afirmou: “Só a arte me amparou”. O seu génio começou a manifestar-se com a publicação das sinfonias, sendo as mais conhecidas a Quarta (Heroica) e principalmente a Nona. Compõe a ópera Fidélio, sonatas e duas Missas, uma em Dó Maior e outra em Ré Maior, a Missa Solemnis, op. 123, considerada pelo autor a melhor obra, chamada “Missa da humanidade sofredora”. Foi composta como oferta e em honra do Arquiduque Rodolfo de Asburgo, por ocasião da sua consagração episcopal, o último dos 14 filhos do Imperador Leopoldo II que apoiou espiritual e materialmente o artista.

Beethoven estudou o léxico da música religiosa do passado, e “deita uma ponte sobre o abismo do desespero para a experiência de uma humanidade reconciliada no amor e na certeza da bondade paternal de Deus” (A. Einstein). Segundo o artista “nada é mais elevado do que aproximar-se à Divindade mais do que aos outros mortais e, graças a este contato, difundir os raios da Divindade entre o género humano”. A Missa Solemnis, segundo a opinião mais comum, possui o seu acento religioso para qualquer que seja a religião. O Papa São João Paulo II ensina que, a arte “quando é autêntica, tem uma íntima afinidade com o mundo da fé, mesmo nas condições de maior afastamento da cultura da Igreja, porque ela continua a constituir uma espécie de ponte deitada para a experiência religiosa”.

Informações Adicionais

Editora

Nº Páginas

80

Tamanho

14,8 x 21 cm

Autor(a)

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