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Traços filosóficos da vida na pós-modernidade

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R$33,64

Autor(a): Nadir Antonio Pichler

REF: ut8718 Categoria

Sinopse

O livro Traços filosóficos da vida na pós-modernidade, em caráter de ensaio, descreve e analisa algumas temáticas tradicionais da filosofia, como a amizade, a felicidade, a relação do homem com o transcendente e como estas e outras questões, como o mercado e o consumo, são retomadas e religadas na epocalidade histórica ou na pós-modernidade.
Os últimos séculos, principalmente nas últimas décadas, são marcados pela ruptura e reorganização gradativa de paradigmas tradicionais e a instauração e emergência de novos paradigmas, novas visões de mundo. Parece que as categorias centrais que procuram identificar, compreender e explicar a realidade, seja ela física, natural, cósmica, humana e divina, podem ser sintetizadas como evolução, emergência, permanência, complexidade, entropia, organização, desorganização e inter retro conectividade.
Nesse cenário, muitas vezes sombrio e fascinante, capaz de produzir admiração e espanto, o homem procura compreender-se e situar-se no universo micro e macrocósmico. Por meio das ciências, pelo trabalho, pelo desfrute dos bens e serviços conquistados pela razão instrumental, enfim, pela ocupação e condição humana, o homem ensaia projetos para viver bem, para alcançar a felicidade, a liberdade e a autorrealização. O Estado, o mercado, a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas (ONU), dentre outras instituições, pela forma de organização capitalista, centrada no lucro, procuram, por meio da comunicação midiática, principalmente pela TV e redes sociais, apresentar os meios e os fins supremos para o homem ser feliz.
E quanto mais estas instituições procuram religar o homem desligado dos valores sólidos tradicionais aos novos princípios e valores atuais ou pós-modernos, muitas vezes superficiais, efêmeros e líquidos, mais ele se sente inseguro e desorientado. Todos os produtos, serviços e comodidades oferecidas pelas instituições acima elencadas, principalmente o dinheiro e os bens materiais, extremamente úteis, são um meio necessário para o homem realizar-se. O fim último ou bem supremo do homem, devido a sua natureza de ser sensível, racional e espiritual, com necessidade de ligar-se aos valores das ciências de ordem filosófica, teológica, estética, artística, poética, literária, parece ser melhor alcançado e concretizado pela imersão nos conhecimentos destas áreas do saber. Quando os conhecimentos, os produtos e os serviços da razão instrumental são engendrados pela educação, pela família e pelo éthos cultural, ou seja, pelo sistema capitalista, como o bem supremo, é inevitável o homem mergulhar no vazio existencial.
No mesmo sentido, a idolatria do mercado, assegurada, sobretudo, por meio do marketing e da propaganda e legitimada juridicamente pelo Estado e concretizada pelo mercado, apresenta o consumo como o bem supremo. É interessante observar que a felicidade, desde a modernidade, parece centrar-se cada vez mais no mundo das coisas e voltar-se para a filosofia do mercado econômico globalizado, engendrado principalmente pela mídia, como essencialmente restrita ao ato de consumir. E quanto mais o homem consome, de modo especial os produtos supérfluos, nessa festa do consumo, mais angustiado, ansioso e vazio ele se torna. Aliado a este fator, o homem, na contemporaneidade, ainda está mergulhado no ativismo, na instabilidade, na mutabilidade da busca da qualificação profissional e na busca por informações nas redes sociais, na secularização, isto é, na ausência de valores sólidos que deem sentido à vida, entre outros.
Enfim, o homem atual, desorientado e inseguro, em todas as dimensões da vida humana, está diante do vazio existencial, com sua subjetividade fragmentada. As antigas certezas culturais e morais jazem por terra. Os valores que sustentavam a civilização ocidental, e já inclusive a oriental, estão se dissolvendo com o avanço da razão instrumental ou pela era da cibernética, segundo a análise de filósofos como Heidegger, Gadamer, Adorno, Horkheimer, Marcuse, Habermas, Honneth, Adela Cortina, entre outros.
Diante desse quadro, a filosofia, especificamente por meio da ética, sem abandonar as questões clássicas acerca do ser e do saber, é instigada a refletir sobre a validade e os possíveis benefícios ainda dos paradigmas tradicionais e a emergência dos novos paradigmas e temáticas. Dentre eles, há o sentido da vida humana, o destino e a função do homem no universo, o futuro da natureza humana, planetária e cósmica, a busca pela felicidade, as novas formas de relacionamentos intra e interpessoais, o lucro, o consumo, o vazio existencial, etc.

Informações Adicionais

Editora

Nº Páginas

74

Tamanho

21 x 29,7 cm

Autor(a)

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