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Filosofia de Pés Sujos

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R$44,99

REF: ut683

Sinopse

Apresentação
Por Eduardo Amaro
Barata Cichetto é um escritor urbano de outros carnavais, que possui uma mundividência cravada no individualismo e, por vezes, no pessimismo, o que faz alguns de seus textos se tornarem ríspidos e impactantes para muitos leitores. Ele também é um ser irrequieto e contestador, o que faz transparecer, em seu fazer estético, palavras que não soariam bem aos ouvidos puritanos. Tudo isso revela um aspecto muito importante: os textos de Barata, incluindo os poéticos, são para poucos. É necessário que a pessoa esteja aberta a receber o pensamento como ele é e, para tanto, ela precisaria de um amadurecimento intelectual e, sobretudo, um entendimento sobre a expressão artística.
Filosofia de Pés Sujos e (Des)Aforismos, Silogismos e Outros Ismos não foge à regra. Trata-se de um trabalho em que este poeta paulistano traz à tona questionamentos que tiram o leitor do seu lugar de conforto, fazendo-o confrontar-se com os dilemas, com o contraditório, o que já foi indicado pelo próprio nome do livro.
A presente obra possui uma pequena “filosofia da composição”, Sobre filosofia de pés sujos e outras sujeiras, antes dos capítulos, o que transmite um viés engajado ao trabalho, que comprovamos ao lê-lo. Como efeito ilustrativo de um pensamento poético, temos: “54 – Cristo não era um cristão, nem Marx era um comunista, Então o que sobra para mim, senão ser um não-artista?”, em que ele contesta os rótulos sociais e o sentido de ser artista; ou ainda em “86 – O poeta é um médico pouco eficiente: Cuida da dor sem pensar no paciente”. Como exemplos de pensamentos políticos e filosóficos, temos: “15 – Falo em liberdade e pensa em bordados numa bandeira: A liberdade é o custo dos dedos sangrados da bordadeira.”; “65 – Ontem éramos deuses escutando doces prelúdios. E agora somos burgueses lutando por latifúndios.” Observe o caro leitor que, apesar de um aspecto ora se sobressair a outro, os limites entre filosofia, política e poesia, nesta obra de Barata Cichetto, são muito tênues, praticamente inexistentes. Em dois versos, ele consegue concentrar as três temáticas, resultando em pensamentos ricos e intrinsecamente relacionados ao que ele próprio acredita, ou seja, à sua mundividência.
Temos aqui uma obra sui generis, que transmite ideias oriundas do âmago do autor, imerso em um tempo conturbado, rachado, sensível ao outro, com o qual ele observa, interpreta e dialoga sem papas na língua.
* Eduardo Amaro é escritor, webdesigner e musicista, integrante do Projeto Multiartístico Marmor; é professor Pós-Doutor e Pesquisador junguiano e bakhtiniano.

Informações Adicionais

Editora

Nº Páginas

144

Tamanho

16 x 23 cm

Autor(a)

Outros Colaboradores

Eduardo Amaro (Apresentação)

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