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Olho D’água

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R$71,74

REF: ut6758 Categoria

Sinopse

Notas do Autor
Olho D’água, a saga do amor prometido. Um romance que conta a história, não uma simples história de amor, mas a história de um amor que sobreviveu no seio de uma terra que oscilava entre o abismo e a luz, o profano e a bênção. E o amor, puro e fiel, impregnou-se dentro de dois corações e passou a possuir uma única alma.
O desejo de liberdade está sempre presente em nossas vidas. O que dizer de uma necessidade de libertar uma cidade, o amor e a própria procriação da vida humana? O pecado instiga aos mais pobres de espírito. Uma culpa agregada e infeliz.
Olho D’água, mostra que existe dentro de cada um de nós: o herói, o mocinho, o bandido, a peste, o cínico e o sarcástico, o real e o místico, o bem e o mal. Por onde seguir? Até onde podemos ir entre essas duas curvas em cada vontade? Vale a pena querer ter, acima de ser? De onde vem a verdadeira felicidade?
Aurora, a protagonista, vive em meio a uma guerra onde seus preceitos de família e o conveniente, desafia a verdade oculta em seu coração. Uma doce e bela moça, que tem alma de guerreira. Como uma guerreira, sofre e se fortalece. Uma moça como tantas, cheia de dúvidas e caminhos, mas a sua determinação e crença no amor verdadeiro a faz diferente de todas. A culpa que carrega durante três vidas, não três gerações, mas três encarnações diferentes. De índia excitante e ao mesmo tempo ingênua, Nheraê, assim chamada, teve o coração dividido entre o amor dos gêmeos, porque assim era que a maldição faria. Entregou metade do amor a uma e outra metade ao outro, para que sofresse. Na sua primeira encarnação, o nascimento do seu espírito, foi onde cometeu seu pecado e libertou a maldição, passou pela vida de uma escrava dotada de candura e beleza, onde foi violentada e assassinada, com rebento no ventre. Obteve uma chance divina, para reencarnar em 1967, sempre na mesma terra, óbvio, para encontrar o tesouro sagrado/maldito. A saga de Aurora, em si, é uma reflexão à parte, onde retrato, até meio na obscuridade, na penumbra de minhas memórias, em relação ao preconceito racial. Um único espírito cheio de virtudes, já foi índio, negro e branco.
Julian, o moço de bom coração e honesto. Uma raridade de donzelo. Representa a almejada conquista do poder masculino de superar a condição de “ser machista”. Viveu no sertão, nasceu dentro de uma família pobre, mas absorveu talentos que o coração pôde aproveitar: a humildade, a honestidade e o respeito. É também o segundo espírito da missão, este, menos vulnerável e sujeito ao mundo profano. A força dessa personagem, caracteriza-se pelo seu caráter de cavalheiro rústico. Moço, bonito e entregue a um único e verdadeiro amor. São eles, Aurora, Julian e Heitor. Os três espíritos envolvidos e destinados a encontrar o tesouro.
Heitor, um jovem médico, que passa por uma transformação, e mostra que o nosso egocentrismo às vezes é mais forte que nossa razão. Foi redimido pelo amor, era possessivo e orgulhoso. Criado na capital dos anos 60 viveu uma fase de desagregador dos seus próprios objetivos. Como estava destinado, e vivo dentro de si, o desejo de enraizar-se na terra onde o seu espírito nasceu, o trouxe ao chão de Sant’Anna. Mais movido pelo amor de Aurora, ele, filho de uma escritora e um médico militar, possuía artimanhas de conquista, mas conheceu a jovem e sofredora índia Candirê, por quem se apaixonou ardentemente, em meio a um perigo. Heitor, como cada um de vocês, leitores, passa por mudanças bruscas na vida sem se abalar durante ela. Descobriu ser filho adotivo e o destino desatinou a levá-lo a um confronto moral e absurdo, chegou a desejar a morte da própria mãe. O absurdo o levou a uma compaixão que florescia dentro dele. Quantos de vocês nunca se confrontou com sua origem, a ponto de rejeitá-la? E quantos de vocês saberão virar na curva certa?
Por trás de toda a narrativa, há um personagem tão central, quanto os três espíritos: Camurupim Teixeira, um simples andarilho português, que recebeu o dom de psicografar todas as vidas dos espíritos. Está presente em toda a história, e não morre com ela, ao contrário, como a fênix, ele renasce das cinzas da maldição que pregou.
Dizem que o amor e o ódio caminham juntos. Então, digamos que o bem e mal são irmãos. Filhos de Deus, mas, um desgarrado. O bem e o mal travam duras e imprevisíveis batalhas dentro do ambiente mais comum, e que acontece essas catástrofes todos os dias, todas as horas, dentro de nós. Mas o mal não é invencível, assim como nem tudo acaba bem!
A sede pelo poder leva aos caminhos perfumados de rosas de ouro, mas com talos espinhosos e sangrentos. Viver o que Breno Mesquita viveu, faria de qualquer um, uma pessoa digna e sábia. Mas ter o que ele “tinha” faz de qualquer pessoa, uma impura alma. Um lobo em pele de cordeiro, um eterno apaixonado, um homem movido pela ganância de outros. Da mesma forma que aconteceu com Urã, no início da história, acontecerá com Micanor, o pai de Breno Mesquita. Usam os filhos, que mais tarde pagam o preço alto. Impunidade? Não, dor e arrependimento! Poderão caros leitores, analisar as duas passagens e tirar suas próprias conclusões. Micanor, e Cirino, a reencarnação de Urã, são magníficos personagens, ambos arrependidos, mostram o valor de se consertar um erro.
Pois bem, os antagonistas, os piores seres que movimentam a história, Ferdinando e Açucena. Dois seres humanos, protegidos, ou desprotegidos pelo misticismo. Ela, uma bela moça, tendo sida toda lambida por um lobisomem, adquire uma mancha negra que profana o seu espírito, e ainda por cima, é perdidamente apaixonada por Julian. Seu ódio por Aurora cresce a cada minuto. Essa personagem passa por determinadas etapas da vida, que a conduz, erroneamente ao mal. Primeiro, a sede pelo amor, a guerra pela riqueza e a doentia vingança que escurece os seus olhos. É a pessoa que não se aceitava perder, muito menos se redimir. Já Ferdinando, o vilão galanteador, bem vestido, pomposo e de bons hábitos, escondia um veneno, aliás, muitos venenos. Até que ponto o mal pode ser redimido pelo amor? Qualquer sombra pode receber a luz? Que força é capaz de tal milagre?
Não menos perigoso, é Augustino, um homem que também descobriu as fases negativas da vida. A dor de perder um amor, o faz desviar do seu objetivo primordial. Que feridas o coração carrega capazes de nos levar ao abismo? Qual o sentido de amar uma memória, e viver por ela?
Existem fabulosos personagens nessa saga, gente da gente, que traçou um caminho para o bem. Gente de história apelativa, mas que conseguiu a honra de ser o que foram. Mulheres heroínas: Graciliana, Conceição, Emília e Dinorá, exemplos de garra e acentuação do feminismo. E homens de luz própria: Zé Sabugo, Angico e Chico Prosa, Cirino, Lobato e Fonseca. Cada um com um pouco pra contar.
As crianças que permeiam essa história são de natureza singela e mágica. Alma e Adão, duas mimosas criaturas, vivendo na adversidade, e na desgraça da miséria, sabiam construir um mundo cheio de felicidade e mágica. Crianças sábias e virtuosas, que ensinam a ser feliz. Mas nem todas as crianças vivem assim, muitas se apagam dentro de si. Graça, uma personagem caricata do que construímos em cima de nossas crianças, passa por perrengues e armadilhas. Qual o perfil das crianças de hoje? O que elas aprendem a amar? Que tipo de pessoas ensinamos elas a serem?
Todos esses habitantes do Olho D’água, e mais outros, são criados para satisfazer a um capricho meu. Nesta sólida história, vivem criaturas que estão dentro de cada um de nós, e que, para bem ou para mal, chegaremos aonde eles chegaram. Um deles vai te tocar, vai se parecer com você. A história pessoal de cada um deles vai te instigar a uma reflexão profunda e vai te trazer um conflito. Vença-o por si mesmo, acresça, não só como mais um livro que leu, ou como mais uma obra de ficção que devorou, mas entenda e a absorva como presságio, guardados em cada página, em cada linha, para cada espírito aventureiro que, porventura, se desbravou nessa caminhada. Aqui, aprenderás a enxugar, ou chorar com as lágrimas do Olho D’água.

Informações Adicionais

Editora

Nº Páginas

388

Tamanho

21 x 29,7 cm

Autor(a)

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