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Prenvenção em Crimes Cibernéticos

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Sinopse

Os fatos sociais a evolução da tecnologia no mundo e como os criminosos surgiram com as mudanças tecnológicas baseadas em meus serviços e de colegas do seguimento. Buscando analisar alguns fatores como a globalização e cultura colocadas pela tecnologia. A ‘internet’ é a ferramenta mais utilizada em nossos cotidianos de vida, vivemos em um mundo em que necessitamos de informação. Vamos ver de onde se deu a denominação “crimes virtuais‟ e, com isso, delimitaram-se até onde vão esses delitos. Aqui esta, as formas de ajudar o universo jurídico na solução dos crismes acima comentado.

O profissional de investigação deverá auxiliar na identificação de suspeitos ao monitorar os aparelhos eletrônicos como portáteis, computadores, ‘tablets’ e smartphones. Quando o crime ocorre pelas mídias sociais, deve ser monitorado principalmente em casos onde existe o roubo de identidade ou perseguição virtual.

A maior forma de justificar esse crime é verificar uma fonte de pesquisa a qual possa ajudar o universo jurídico com uma informação de dados. São classificados como crimes cibernéticos próprios, impróprios, de acordo com o Código Penal Brasileiro. Ainda não existe uma lei específica para todas as modalidades de crime virtual, somente algumas leis em latu sensu que vêm tentando solucionar somente categorias de crimes.

É claro que o conceito de crimes informáticos somente ganhou contornos mais específicos algumas décadas depois. Jesus e Milagre explicam que a doutrina ainda diverge sobre qual seria o primeiro crime informático propriamente dito da história, dividindo-se entre dois acontecimentos de duas universidades norte americanos, uma em 1964 e outra em 1978, em que estudantes invadiram o sistema de dados computadorizados das instituições. (2016).

Ressaltando a definição de crimes informáticos, é importante compreender que a mesma está ligada ao conceito de criptografia, eis alguns aspectos relevantes para o avanço desse estudo. Conceitualmente, criptografia se traduz em esconder ou mascarar informações através de linguagem codificada. Essa é uma prática quase tão antiga quanto à própria humanidade, pois, já no período de conflitos entre a Grécia e a Pérsia emergia-se a necessidade de transmitir informações secretamente, ocultando-as, de maneira que somente o destinatário final da mensagem seria capaz de decifrá-la. (SILVA, 2016).

A criptografia evoluiu com os avanços tecnológicos e se propagou ao longo dos séculos, despertando interesse em especialistas de diversas áreas. Visto que, se a criptografia é a ciência de ocultar informações, as primeiras e mais rudimentares noções de cibe criminalidade se originam no desígnio de obter esses dados sigilosos, surgindo, portanto, os mais expoentes peritos em técnicas de quebra de códigos da história.

O mais popular durante a Segunda Guerra Mundial foi Alan Turing, conhecido como “pai da computação”, foi um cientista, matemático e criptoanalista britânico que, durante a guerra, prestou serviços à inteligência britânica, se tornando o responsável pela criação de uma série de técnicas para quebrar códigos alemães. Pode-se dizer que Alan foi o maior responsável pelo avanço da criptografia como ciência, pois, expôs a fragilidade dos sistemas, aprimorando-os. (SCHECHTER, 2016).

A partir desse conceito de criptografia emerge as primeiras e rudimentares noções de ‘internet’, isso após muitas décadas de transformação e aperfeiçoamento. Obviamente que no início a intenção ao criar um sistema como esse, considerando-se o período histórico, era de caráter bélico e não comercial ou recreativo, pois, tal expansão só se deu algumas décadas após sua idealização. Toda a ideia por trás da criação desse sistema só começou a surgir no auge da Guerra Fria.

A década de 1950 teve maior relevância no contexto histórico da ‘internet’, pois, foi nesse período em que se deu o auge da ocorrência de crimes informáticos, isso antes mesmo da percepção de cibe criminalidade existir. Isso só foi possível com a criação do projeto militar ARPANET da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada dos Estados Unidos. Esse projeto foi o precursor da ‘internet’, pois, foi à primeira rede operacional de computadores interativa à base de comutação de dados. (PAESANI, 2000).

O Msc. Marcelo Sávio de Carvalho, em sua dissertação de mestrado, explica que a corrida armamentista e a tensão da Guerra Fria entre Os Estados Unidos e União Soviética tiveram grande influência na caracterização e desenvolvimento desse invento, pois, serviu de estímulo para a otimização desse sistema, tornando-o mais sofisticado e preventivo. (2006,).

A partir daí a ‘internet’ começou a obter uma concepção mais próxima da atual, elevando o conceito de crimes informáticos a patamares mais elevados. De arma militar a produto lucrativo, a popularização somente começou em 1988. Com o fim da guerra e das tensões entre EUA e URSS, houve a abertura da rede para interesses comerciais, quando os Estados Unidos começaram a “comercializar” a “internet” (PAESANI, 2000).

Nos anos seguintes iniciou-se uma verdadeira revolução tecnológica, o que gerou um ciclo de mudanças frenético em toda a estrutura da ‘internet’, deixando de ser um sistema intricado de acesso restrito às minorias, para se tornar o meio de comunicação mais utilizado no mundo. O cibercrime também iniciou uma nova fase, já que a criptografia, utilizada para proteger dados digitais do mundo corporativo, se tornou objeto de atenção dos ciber criminosos.

Pode-se observar que, atualmente, o formato digital tem substituído à maneira convencional de trabalho nas empresas e até nos órgãos governamentais, a exemplo, o processo digital que está sucedendo rapidamente à maneira de peticionar ao judiciário brasileiro. Seja para trabalho, estudo ou entretenimento, a internet tornou-se uma necessidade na vida das pessoas.

Seja em portáteis, ‘tablets’ ou smartphones, a frequência com que as pessoas se mantêm conectadas aumenta a cada dia, os aparelhos, especialmente os celulares tornarem-se essenciais e prevalentes na vida das pessoas. Muito se fala em dependência digital ao nível global, embora ainda 10 restem 51,2% da população mundial sem acesso à rede, segundo relatório da ONU publicado em 2018. (ONU, 2018).

Informações Adicionais

Editora

Nº Páginas

40

Tamanho

14,8 x 20,9 cm

Autor(a)

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